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Madeira transformada

Existem indústrias que realizam alterações na estrutura madeira, com o intuito de corrigir suas características negativas e possibilitar o aproveitamento de um material de qualidade inferior, porém muito útil para determinados fins. Entre suas vantagens estão: maior homogeneidade em sua composição, maiores possibilidades de tratamento de preservação, melhoria de certas características físicas, possibilidade de execução em chapas de grandes dimensões e aproveitamento integral do material extraído dos troncos.

Existem basicamente três tipos de madeira transformada. Eles são:

Madeira compensada: Maior popularmente chamada de compensado, é composta de inúmeras lâminas de madeira bem finas, coladas umas às outras e dispostas alternadamente, para que as fibras fiquem cruzadas. Com isso, aumenta-se a resistência da madeira e diminui-se o risco de empenar. Os compensados podem ser fabricados só de lâminas – compensado laminado, ou fabricados com o miolo ou parte central maciça – compensado sarrafeado.

Madeira reconstituída: É produzida pela reaglomeração da madeira reduzida a fibras, que são unidas sob pressão. Durante a fase produtiva, é possível obter placas com densidades diferentes. As placas mais leves (soft board) são usadas para isolamento térmico e tratamento acústico, e as mais pesadas (hard board), por serem mais resistentes, são empregadas principalmente como elementos estruturais. Dentre suas vantagens, estão o fato de poderem ser cortadas, furadas, curvadas, coladas etc, sem prejudicar sua estrutura. Por ter uma superfície externa bem plana e lisa, é ideal para receber revestimentos ou pintura, deixando um ótimo acabamento a um preço bem mais em conta que a madeira maciça.

Madeira aglomerada: Também chamada simplesmente de aglomerado, é produzida através da reaglomeração da madeira reduzida a pequenos fragmentos, birutas (aparas de madeira), maravalhas (lascas e cavacos) ou flocos. As chapas de madeira aglomerada são aglutinadas por meio de uma resina e posteriormente são prensadas a uma alta temperatura. Neste processo, são adicionadas substâncias que evitam o surgimento de mofo e umidade e o ataque de insetos nocivos à madeira. Existem dois tipos de madeira aglomerada que são muito utilizadas no mercado. Um delas é a chapa de aglomerado, formada por três camadas finas de madeira de densidades diferentes. As duas camadas externas são duras, densas, resistentes e lisas, já a camada interna é pouco densa e possui grande porosidade. É muito utilizada devido ao seu baixo custo, porém não fornece muita resistência e durabilidade, especialmente quando exposta ao peso e ao sol. Outro tipo de madeira aglomerada é o MDF, Medium Density Fiberboard. Trata-se de uma chapa de fibra de média densidade, na qual, por um processo de alta temperatura e pressão, as fibras de madeira são aglutinadas por resinas sintéticas. Devido a este processo, o MDF possui consistência e durabilidade, sendo uma opção de qualidade, bem mais em conta e que possui características mecânicas semelhantes à da madeira maciça (que custa bem mais caro). Para seu revestimento, pode-se utilizar verniz, pintura, papéis de parede, adesivos, lâminas de madeira, PVC etc. As madeiras aglomeradas são pouco resistentes, mas não quer dizer que não sejam eficientes.